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Ex-premiê: na Ucrânia continua a confusão
Os ucranianos não devem esperar mudanças para melhor no Ano Novo, escreveu o ex-premiê do país Nikolai Azarov na sua página na rede social Facebook.
De acordo com o político, o atual governo do país continua ocupado em disputas internas e conflitos e não resolve os problemas econômicos, continuando a culpar a Rússia de tudo o que acontece no país. Na sua publicação Azarov escreveu:
“O que vai acontecer às pessoas [da Ucrânia] no futuro? Quanto mais elas vão acreditar nas mentiras absurdas do regime de que é a culpa de tudo é de Putin? Se a culpa é de Putin, então por que razão as receitas de Poroshenko, Yatseniuk e companhia no ano passado aumentaram diversas vezes, e os rendimentos dos cidadãos caíram?! Putin também é culpado nisso?”
O político ucraniano também chamou a atenção ao fato de que, no ano passado, o governo não só falhou em resolver os problemas existentes no país, mas até fez a situação piorar ainda mais.
Enquanto isso, o número de disputas e conflitos internos aumenta. Um exemplo é o conflito entre o governador da cidade de Odessa, Mikheil Saakashvili, e o atual premiê ucraniano Arseni Yatsenyuk.
Em vez de "demitir imediatamente o seu subordinado direto" Yatsenyuk, por qualquer razão desconhecida, não faz isso, nota Azarov, sublinhando que tal situação não poderia acontecer num país normal.
“Ora, trata-se de altos responsáveis do Estado e isso mostra que no país continuam as trapalhadas e a confusão.”
O governo e o presidente ucraniano continuam com a retórica antirussa já por muito tempo. O presidente do país sublinhou mesmo, em declarações na ONU, que a Ucrânia perdeu cerca da quinta parte do seu potencial econômico devido à alegada agressão russa. Mas a Rússia tem repetidas vezes declarado que não tem nada a ver com o conflito armado interno na Ucrânia e só está interessada na resolução pacífica deste. Outro motivo muitas vezes usado para acusar a Rússia de agressão, a questão da península de Crimeia, também não tem qualquer fundamento, uma vez que teve o acordo da população local.
A península da Crimeia se separou da Ucrânia para se juntar a Rússia em março de 2014, após um referendo em que mais de 96% da população votaram a favor da secessão. O governo central ucraniano e seus aliados ocidentais chamaram à votação “anexação”, enquanto Moscou assinalou que as ações da população local estiveram de acordo com o direito internacional.
Sputnik
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